Hoje apetece-me...
Apetece-me tecer comentários sobre todos aqueles que emitem uma opinião sobre quem e o que nem em 1.000 vidas karmicas irão remotamente saber.
Apetece-me comentar quem supostamente aparenta ser o que nunca saberá sê-lo, pois o aparentar nunca será simplesmente o ser.
Apetece-me aponta-los, identifica-los, mas temo, que se o fizesse obviamente, os próprios não teriam a capacidade de o perceber.Apetece-me chama-los pelos seus verdadeiros nomes, seres unicelulares incapazes de formular um pensamento criativo, ou de o até entender.
Apetece-me ser o que nunca consegui ser, por pena do outro por condescêndencia hipócrita que assumo sem dúvida ter.
Apetece-me não suportar essas pessoas, até esquecer que existem, mas é utópico supor que a ignorância algum dia deixará de connosco teimar em conviver.
Apetece-me aniquilar o que nunca deveria ter nascido, pois o mero ignóbil defecante murmurar é e será um insulto a todo o nosso (meu) ser.
Apetece-me porque posso, pois a capacidade cognitiva não me está ainda castrada por "faz de contas" que alguém parece perceber.
Apetece-me o que a tão poucos parece tão distante, tão nebuloso, mas que nunca o deixarão aos próprios transparecer.
Apetece-me questionar a inutilidade do saber tecnocrático redutor do verdadeiro e inato saber.
Hoje apeteceu-me...
















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